Blog para a comunidade budista virtual em língua portuguesa.

Archive for Abril, 2009

também sou um sem-abrigo

Dalai Lama

me too, homeless person

Introdução à filosofia budista

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Curso de Introdução ao Budismo – Terceiro Módulo

Introdução à filosofia budista
13 de Maio – Natureza de Buda e a Iluminação
20 de Maio – Verdade Absoluta e Relativa
27 de Maio – Vacuidade e interdependência
Local: Clube Literário do Porto, Rua Nova da Alfândega, 22
Horário: das 20h00 às 22h00
Contribuição: €50
Nota: se não puder participar devido ao custo, queira contactar-nos.
Informações e inscrições: eventos.edharma.org@gmail.com
tlm 91 104 8112 (de segunda a sábado das 16h às 19h ou envie sms p.f.)

O curso será orientado por Tsering Paldrön:

Tsering nasceu em Lisboa e viveu mais de vinte anos no estrangeiro. Tornou-se budista em 1974 e tomou votos religiosos em 1999. Ensina o budismo há mais de 16 anos e é autora de dois livros: “A Arte da Vida, Valores humanos no pensamento Budista” e “A Alquimia da Dor, Conselhos budistas para transformar o sofrimento”. É ainda co-autora de um terceiro: “A dignidade e o sentido da vida”. É vice-presidente da União Budista Portuguesa e Presidente da AMARA, Associação pela Dignidade na Vida e na Morte. Recentemente publicou um livro de contos infantis “As aventuras de Tachi, o grilo tibetano”. »

Prática em Cucujães

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Um abraço a todos e um muito obrigado por mais um dia fantástico:

Meditação em Cucujães

Conselhos do Karmapa


SS Karmapa dá-se conta que muitos praticantes já recebem inúmeros ensinamentos e instruções dos mestres, muita informação, mas falta-nos a capacidade de obter instruções das nossas próprias mentes de sabedoria e que deveríamos aprender a fazê-lo mais espontâneamente. Acrescentou que deveríamos tornar-nos professores de nós mesmos  – e não contar apenas com as instruções dos nossos gurus. Deveríamos cultivar a capacidade de relaxar/descontrair a mente e aprender a ouvir-nos.

“Dicas” de prática de SS o 17º Karmapa
Tal como nós, SS o Karmapa não tem muito tempo para prática formal e deu os seguintes conselhos aos estudantes do Dharma:

  • O estudo é necessário para a prática, mas não deve ficar apenas ao nível das palavras e intelecto. A prática deve mudar os nossos hábitos, a qualidade dos nossos corações e mentes de dia para dia – deve elevar os nossos corações.
  • A continuidade da prática é importante. Uma resolução, uma decisão firme leva à continuidade. Devemos conservar a mesma motivação básica quotidianamente – e renovar essa decisão regularmente. Esta decisão não deve ser mais um pensamento, mas uma intenção poderosa e profunda. Corpo, palavra e mente, devem ser guiados por esta decisão sincera e altruista.
  • A atenção plena (mindfulness) é essencial. Uma atenção vigilante deve guardar a mente. Suportes e “lembretes” externos também podem ajudar.  Devemos verificar e renovar a nossa atenção plena de hora a hora ou pelo menos três vezes ao dia.
  • Há imensos rituais, mas o importante é ser simples e claro e consistente, e concentrar-se nos pontos principais da prática  e numa vida com sabedoria e compaixão. A palavra sânscrita puja significa oferenda, ou seja, trazer alegria e delícia. E a melhor oferenda é um mundo purificado, livre de problemas, de sofrimento, de violência, de negatividade e com todas as qualidades positivas e possibilidades perfeitas. Portanto, na nossa imaginação transformamos o mundo num reino puro  – tanto o ambiente como os seres sensíveis – e fazemos disso a nossa oferenda. Pensem nisso, imaginem isso, que essa seja a vossa intenção e tragam a isso a vossa decisão de ajudar. Esta é um oferenda verdadeiramente feliz e sublime.
  • O principal dever de um estudante é “imitar” e desenvolver as boas qualidade do guru. As faltas ou defeitos do guru não dizem respeito ao estudante. Hoje em dia, todos os gurus possuem qualidades positivas e negativas. Portanto devemos preocupar-nos em desenvolver as qualidade positivas em nós mesmos . E se o guru apenas tivesse qualidades positivas, poderíamos não beneficiar disso pois poderíamos não conseguir relacionar-nos com ele .
  • Ao reflectir-nos sobre o sofrimento, a compaixão aumenta a nossa felicidade e paz de espírito. Mas sem a compaixão, ao reflectirmos sobre o sofrimento, vamos sentir-nos mal ou receosos. Talvez seja mais fácil sentir compaixão por aqueles que estão no nosso campo visual. Quotidianamente, ouvimos falar de sofrimento em vários lugares do mundo, temos consciência do sofrimento,  mas nem sempre sentimos compaixão ou queremos libertar os outros do sofrimento. Temos de nos questionar sobre como a consciência do sofrimento pode dar lugar a uma compaixão forte e genuína.

Podemos  cultivar a compaixão mesmo quando estamos sós. Por exemplo, podemos imaginar a compaixão a expandir-se a partir do nosso corpo. Quando sopra um vento violento, o Karmapa disse que imagina o vento a levar a compaixão aos outros,  a tocar todos aqueles que o vento toca. Quando vê nuvens, imagina a compaixão a tocar todos os que também virem aquelas nuvens. Temos de ser criativos ao cultivar a compaixão.

adaptação do blog de Lama Surya Das

Khenpo Tseten no Porto

First days of spring – the sky

First days of spring — the sky
is bright blue, the sun huge and warm.ryokan2
Everything’s turning green.
Carrying my monk’s bowl, I walk to the village
to beg for my daily meal.
The children spot me at the temple gate
and happily crowd around,
dragging to my arms till I stop.
I put my bowl on a white rock,
hang my bag on a branch.
First we braid grasses and play tug-of-war,
then we take turns singing and keeping a kick-ball in the air:
I kick the ball and they sing, they kick and I sing.
Time is forgotten, the hours fly.
People passing by point at me and laugh:
“Why are you acting like such a fool?”
I nod my head and don’t answer.
I could say something, but why?
Do you want to know what’s in my heart?
From the beginning of time: just this! just this!

Ryokan

Workshop e prática intensiva de meditação

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Meditação com Tsering Paldron, no Porto

Calma mental e treino do espírito; as várias técnicas de meditação segundo o Budismo tibetano.

Data: Sábado, 25 de Abril
Horário: das 15h00 às 18h00
Local: Clube Literário do Porto, Rua Nova da Alfândega, 22 (piano bar)
Contribuição: €30
importante: levar almofada e manta


Dia de prática intensiva de meditação

Data: Domingo, 26 de Abril
Horário: das 11h00 às 17h00
Local:
Av. João Pinto Bessa nº154
3720 Cucujães (perto de Ovar)
Contribuição sugerida: €10
importante: levar piquenique, almofada e manta; avisar se vai de carro ou não, para podermos combinar as boleias

Como chegar: A29 direcção Espinho Aveiro; saída Ovar Sul; Rotunda – virar na última estrada (como se fosse a primeira à esquerda da rotunda ) direcção S. Vicente de Pereira. Sempre em frente pela estrada principal. Ao chegar a um stop (à esquerda lha um argo com plátanos e uma capelinha hexagonal) tomar a direcção do lado direito. Ao seguir sempre por essa estrada, encontra-se uma rotunda muito mal centrada (do lado esquerdo há uma vacaria). Continuar pela estrada com direcção à direita (sobe e tem curvas); chega-se a um cruzamento (do lado esquerdo há uma casa cor de beringela e uma magnólia grande) seguir em frente – direcção S. João da Madeira, Cucujães. Estrada a subir cheia de curvas apertadas. Quando acaba a subida, do lado esquerdo há uma igreja – Sta. Luzia; seguir em frente até encontrar um Stop (em frente ao stop um supermercado Ponto Fresco), virar à esquerda e vê-se a casa em frente, branca com um gradeamento e portão verde.  Estacionar os carros do lado esquerdo da rua.

Informações e inscrições: eventos.edharma.org@gmail.com

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