Blog para a comunidade budista virtual em língua portuguesa.

Archive for the ‘Citações’ Category

também sou um sem-abrigo

Dalai Lama

me too, homeless person

Conselhos do Karmapa


SS Karmapa dá-se conta que muitos praticantes já recebem inúmeros ensinamentos e instruções dos mestres, muita informação, mas falta-nos a capacidade de obter instruções das nossas próprias mentes de sabedoria e que deveríamos aprender a fazê-lo mais espontâneamente. Acrescentou que deveríamos tornar-nos professores de nós mesmos  – e não contar apenas com as instruções dos nossos gurus. Deveríamos cultivar a capacidade de relaxar/descontrair a mente e aprender a ouvir-nos.

“Dicas” de prática de SS o 17º Karmapa
Tal como nós, SS o Karmapa não tem muito tempo para prática formal e deu os seguintes conselhos aos estudantes do Dharma:

  • O estudo é necessário para a prática, mas não deve ficar apenas ao nível das palavras e intelecto. A prática deve mudar os nossos hábitos, a qualidade dos nossos corações e mentes de dia para dia – deve elevar os nossos corações.
  • A continuidade da prática é importante. Uma resolução, uma decisão firme leva à continuidade. Devemos conservar a mesma motivação básica quotidianamente – e renovar essa decisão regularmente. Esta decisão não deve ser mais um pensamento, mas uma intenção poderosa e profunda. Corpo, palavra e mente, devem ser guiados por esta decisão sincera e altruista.
  • A atenção plena (mindfulness) é essencial. Uma atenção vigilante deve guardar a mente. Suportes e “lembretes” externos também podem ajudar.  Devemos verificar e renovar a nossa atenção plena de hora a hora ou pelo menos três vezes ao dia.
  • Há imensos rituais, mas o importante é ser simples e claro e consistente, e concentrar-se nos pontos principais da prática  e numa vida com sabedoria e compaixão. A palavra sânscrita puja significa oferenda, ou seja, trazer alegria e delícia. E a melhor oferenda é um mundo purificado, livre de problemas, de sofrimento, de violência, de negatividade e com todas as qualidades positivas e possibilidades perfeitas. Portanto, na nossa imaginação transformamos o mundo num reino puro  – tanto o ambiente como os seres sensíveis – e fazemos disso a nossa oferenda. Pensem nisso, imaginem isso, que essa seja a vossa intenção e tragam a isso a vossa decisão de ajudar. Esta é um oferenda verdadeiramente feliz e sublime.
  • O principal dever de um estudante é “imitar” e desenvolver as boas qualidade do guru. As faltas ou defeitos do guru não dizem respeito ao estudante. Hoje em dia, todos os gurus possuem qualidades positivas e negativas. Portanto devemos preocupar-nos em desenvolver as qualidade positivas em nós mesmos . E se o guru apenas tivesse qualidades positivas, poderíamos não beneficiar disso pois poderíamos não conseguir relacionar-nos com ele .
  • Ao reflectir-nos sobre o sofrimento, a compaixão aumenta a nossa felicidade e paz de espírito. Mas sem a compaixão, ao reflectirmos sobre o sofrimento, vamos sentir-nos mal ou receosos. Talvez seja mais fácil sentir compaixão por aqueles que estão no nosso campo visual. Quotidianamente, ouvimos falar de sofrimento em vários lugares do mundo, temos consciência do sofrimento,  mas nem sempre sentimos compaixão ou queremos libertar os outros do sofrimento. Temos de nos questionar sobre como a consciência do sofrimento pode dar lugar a uma compaixão forte e genuína.

Podemos  cultivar a compaixão mesmo quando estamos sós. Por exemplo, podemos imaginar a compaixão a expandir-se a partir do nosso corpo. Quando sopra um vento violento, o Karmapa disse que imagina o vento a levar a compaixão aos outros,  a tocar todos aqueles que o vento toca. Quando vê nuvens, imagina a compaixão a tocar todos os que também virem aquelas nuvens. Temos de ser criativos ao cultivar a compaixão.

adaptação do blog de Lama Surya Das

Generosidade do Coração

epv0196“Por vezes nas nossas vidas encontramos pessoas que parecem radiar sentimentos de amor e de bondade genuínos. Quando estamos com pessoas assim, fazem-nos sentir que naquele momento somos as pessoas mais importantes no mundo, não por causa de quem somos ou do que fizemos, mas simplesmente porque somos um seu semelhante. (mais…)

Não causar dano

“Tendo desenvolvido alguma fé e confiança na possibilidade de despertar, somos agora confrontados com uma questão muito pragmática: “O que é que eu faço?” O Buda respondeu a esta questão com uma simplicidade incisiva e desarmante: “Não causes dano, pratica o bem, purifica a tua mente. Este é o ensinamento de todos os Budas.” (mais…)

Queixas

If you don’t like something, change it.

atae_yuki__poupee_rousse

If you can’t change it, change your attitude; don’t complain.

Maya Angelou

Se não gostares de uma coisa, muda-a. Se não a puderes mudar, muda a tua atitude; não te queixes.

http://acomplaintfreeworld.org/

site mencionado em Gratefulness in the Now

Transmutações

Female Buddhist StatuesPrimeiro de tudo, deves compreender que as nossas mentes não estão separadas da Mente, e, se leste alguns textos Ch’an (Zen), saberás que esta é a única realidade. Conhecida na sua quintessência como a Vacuidade ou o que vocês ingleses chamam Última Realidade, é simultaneamente o reino da forma, a matriz de míriade objectos, como Lao-Tzu o coloca. De maneira alguma devem ser vistos como separados. A Vacuidade e o mundo da forma não são dois! Não existe passagem de um mundo para o outro, só a transmutação do teu modo de percepção.

A Mente é como um oceano ilimitado de luz, ou espaço infinito, do qual brota Bodhi, uma energia maravilhosa, que gera em nós a ânsia pelo Despertar. Mas para despertar, precisas de uma imensa provisão de sabedoria e compaixão. A Sabedoria inclui a percepção completa e directa do não-ego e da não existência de algo como um “ego próprio” em nenhum objecto. A Compaixão é o meio supremo para a destruição do apego a um sentido do ego ilusório.

Boddhisattva of Compassion, The Mystical Tradition of Quan Yin, de John Blofeld

Acerca da ignorância

quanyin1Imagina que vais por um passeio cheio de sacos de compras e alguém esbarra contigo, de forma que cais e as compras ficam espalhadas pelo chão. Quando te levantas, estás pronto a disparar: “Que imbecil! Que se passa consigo? Está cego?” Mas antes de recuperar o fôlego para respirar notas que a pessoa que esbarrou contigo é realmente cega. Também está caída no chão com toda mercearia à volta e a tua raiva desvanece-se num instante, para ser substituída por uma preocupação genuína: “Está magoado? Posso ajudar?” A nossa situação é exactamente esta. Quando vemos claramente que a fonte de desarmonia e infelicidade no mundo é a ignorância, podemos abrir a porta da sabedoria e da compaixão. E aí estamos prontos a curar-nos e a curar os outros.
~ B. Alan Wallace, Tibetan Buddhism from the Ground Up

Nuvem de etiquetas